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"Tenha uma boa hora!" - ou, a arte da espera

Maria Flor Calil

28/02/2018 05h00

Foto: iStock

Amo ouvir "Tenha uma boa hora". Acho tão gentil e delicado da parte das pessoas dizer isso às grávidas, me emociona sinceramente. As palavras são proferidas pelas senhorinhas, por amigos e até desconhecidos na rua, que se espantam com o tamanho da minha barriga.

Curiosa que sou, procurei a origem da expressão, mas não encontrei. Acho que ela se origina mesmo do desejo sincero de que o momento do parto seja feliz, saudável e tranquilo para mãe e filho.

Que essa "hora seja boa" é fundamental, não importa quantos filhos já tenhamos tido, porque ela é, inevitavelmente, carregada de expectativas: sentirei muita dor? Será um trabalho de parto muito longo? Meu bebê vai nascer bem? Como será o rostinho dele, afinal?

Às gestantes que esperam pelo momento do nascimento, aquele misterioso momento em que as contrações ganharão algum ritmo, essa tal "boa hora" parece nunca chegar. Já anseio por ela, inclusive sabendo que ela dói! Quero carregar Francisco no colo e não mais na barriga. Como já contei nesse post sincerão, esse finzinho de gravidez é osso!

Escrevo o texto com 39 semanas e 5 dias e de quinta para sexta tem mudança de lua. Tá, eu sei que não tem nenhuma explicação científica para o fato, mas muitos dizem que a mudança de lua, principalmente para a fase cheia, faz aumentar o número de partos. Ué, se o satélite influencia até as marés, porque não? Deixa eu ter esperança, vai!

Um até breve!

Para quem me acompanhou até aqui, gostaria de dizer que foi muito estimulante dividir pensamentos e ideias com vocês durante essa gestação. A gravidez dura 9 (mentira, 10) meses, tem projetos que duram mais e outros menos. Muito precocemente, para o meu gosto, estão encerrando esse meu espaço no UOL.

Deixo de escrever aqui, mas jamais de comentar sobre maternagem, filhos, família. São assuntos que me mobilizam e preciso falar sobre eles. Quem quiser continuar me "acompanhando" pode ler meus textos no AVEQ, nas minhas redes sociais e também comprar o livro que escrevi em parceria com a Roberta D'Albuquerque: "Quem Manda Aqui Sou Eu – Verdades Inconfessáveis Sobre a Maternidade (Ed. HarperCollins).

Que tenhamos muitas boas horas juntos!

Sobre a autora

A jornalista Maria Flor Calil, mãe da Teresa e da Julieta, e esperando Francisco, já trabalhou na TV Cultura, na Fundação Roberto Marinho e até foi dona de loja infantil. Depois da maternidade, foi abduzida pelo mundo da maternagem e editou o site da Pais & Filhos, a revista Claudia Filhos e lançou o livro “Quem Manda Aqui Sou Eu – Verdades Inconfessáveis Sobre a Maternidade”. Atualmente, é diretora de conteúdo do Aveq (www.averdadeeque.com.br) e editora de comunicações do Colégio Santa Cruz.

Sobre o blog

Começar de Novo, a música-tema do seriado Malu Mulher (exibido em 1979 e atualíssimo para as questões femininas), é inspiração para a jornalista grávida de um temporão. Um espaço para falar do lado B da maternidade, com uma dose de leveza e outra de profundidade.